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sábado, 9 de abril de 2011

LIÇÃO DE VIDA



"Conta uma velha história mineira que em uma cidadezinha modesta do interior, uma senhora sem muitos afazeres vivia à janela espionando as vizinhas.

Uma noite viu uma senhora casada chegando em casa altas horas da noite e no outro dia correu a questionar seu comportamento. Contou para um, contou a outra, e outra, sempre pondo ingredientes misteriosos e suspeitos sobre a vizinha.

O marido da senhora caluniada tomou conhecimento das lorotas e abandonou a esposa.

A senhora que espalhou os boatos correu a se confessar com o pároco local.

Ele lhe disse da gravidade de seus atos.

Ela reconheceu o erro e pediu perdão ao padre.

- Ainda não, disse-lhe o padre.

- Volte em sua casa apanhe um travesseiro, suba ao telhado de sua casa e rasgue-o com uma faca. Só depois volte aqui.

A senhora assim fez. Subiu ao telhado rasgou o travesseiro e voltou correndo à igreja para falar com o padre.

O padre lhe perguntou:

- Rasgou o travesseiro?

- Sim padre, como o senhor mandou.

- E o que aconteceu?

- Penas, padre, milhares de penas voando ao vento por toda a cidade...

- Pois volte agora e cate todas as penas que você espalhou, uma a uma...

- Mas, Padre, é impossível! O vento levou para todo o canto, não há como catar todas...

- Assim são as palavras, as fofocas, as calúnias.

Uma vez soltas ao vento é impossível reparar o erro, por mais arrependimento que uma pessoa possa ter."

Fonte: Recebi pelo e mail, autor desconhecido. 
a foto é do site www.universodamulher.com.br

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O FAXINEIRO

Um homem que estava desempregado disputa uma vaga para ser faxineiro da Microsoft. O gerente de recursos humanos o entrevista, faz um teste pedindo para que ele varra o chão, e lhe diz: "Parabéns, o serviço é seu. Me dê o seu e-mail para que eu envie a ficha de inscrição, a data e a hora em que você deverá se apresentar para o serviço".
O homem, ficou desesperado, porque ele não tem computador, muito menos e-mail. O gerente de RH disse então que lamentava o ocorrido, mas que a ausência de e-mail significava que ele estava fora do que acontecia no mundo , que virtualmente o homem não existia, e que, como não existia, não poderia trabalhar, por isso teria que porvidenciar um e-mail urgente.

O homem saiu desesperado, sem saber o que fazer e com somente 10 dólares no bolso. Não entendia muito de computador e nem sabia por onde começar. Parou e pensou. Sua família estava precisando muito e ele não podia voltar pra casa só com aquilo. Decidiu então ir ao supermercado e comprar uma caixa com 10 quilos de tomates. Indo de porta em porta, resolveu vender os tomates a quilo e, em menos de duas horas, já tinha conseguido duplicar seu capital.
Depois de repetir a operação mais três vezes, voltou para casa com 60 dólares.
O homem pensa e vê que pode sobreviver dessa maneira. Sai de casa cada dia mais cedo e chega do trabalho cada dia mais tarde. Vendendo de porta em porta.
Pouco tempo depois compra uma kombi.
Vai progredindo e depois a troca a kombi por um caminhão.
Vai prosperando e chega a ter uma pequena frota de veículos para distribuição.
Cinco anos depois, o homem se torna dono de uma das maiores distribuidoras de alimentos dos Estados Unidos.

Pensando no futuro da família, decide fazer um seguro de vida. Chama um corretor, acerta um plano justo e, quando a conversa acaba, o corretor lhe pede um endereço de e-mail para enviar a proposta.

O homem responde que não tem e-mail.

Curioso, o corretor lhe disse: "Você não tem e-mail e chegou a construir esse império? Imagine o que você seria se tivesse um e-mail!".

E o homem responde:
"Eu Seria faxineiro da Microsoft!"

Autor desconhecido.

domingo, 30 de maio de 2010

CONTOS (2).

O REI QUE ERA DONO DO MUNDO

Era uma vez, um Rei muito rico.

Ele era tão rico, que suas riquezas eram impossíveis de contar.

Mesmo assim, ele não estava satisfeito, e queria sempre mais e mais. Por isso ele não se importava com nenhuma outra coisa.
Um dia, ele subiu na mais alta torre do seu castelo, olhou para suas terras sem fim, e disse:

- Tenho muito pouco, preciso conseguir mais. Na verdade acho que preciso de todas as terras e riquezas do Mundo!
Então, ele convocou seus exércitos que eram muitos, e lhes ordenou que conquistassem todas as nações do Mundo, e lhe trouxesse todas as Riquezas existentes.

Assim, seus exércitos partiram para cumprir sua missão.
Depois de feito isso, ele disse:

- Agora sim, tenho tudo no Mundo. Na verdade eu tenho o próprio Mundo e também todas as suas riquezas. Nada mais me falta, não preciso de mais nada!

E ele se cobriu com seus tesouros. Estava tão contente que dormiu ali mesmo.
Então um dia, ele viu que não estava mais contente, e pensou:

- Eu já tenho todas as riquezas e terras do Mundo, todas as pessoas são meus servos, e ainda assim sinto que me falta mais alguma coisa!

Assim ele mandou chamar seus sábios, para que descobrissem o que ainda lhe faltava.
E eles disseram:

- A coisa mais importante do Mundo, deve ser a mais difícil de se conseguir. Não pode ser conseguida com Dinheiro ou Poder. Na verdade o Senhor já possui essa coisa, e Ela lhe foi dada de graça. Mesmo assim ela não pode ser vista ou tocada, e só pode ser vista quando a pessoa a perde.
Depois de ouvir isso, o Rei ficou pensativo, e sem entender o que os Sábios queriam dizer com aquilo, afirmou:

- É claro que esta Coisa não existe! Qualquer coisa que eu conheço, ou pode ser comprada com meu Dinheiro, ou Conquistada por meus Exércitos.
Apesar de ganancioso, o Rei era um bom governante para o seu Povo.

Assim, cismado com as palavras dos Sábios, resolveu por um tempo, desistir de querer saber o que faltava conquistar.

Então um dia, o Rei amanheceu com Febre. Estava Doente.
Assim, ele mandou chamar os melhores Médicos e Magos do Mundo, para cuidar de sua doença.

Mas o tempo passava, e Ele não melhorava.

Então mandou chamar os Sábios para ouvir seus conselhos.
E os Sábios disseram:

- Isto Majestade, era a coisa da qual lhe falamos naquele dia. Nós a temos desde o nascimento, e não pode ser vista até o momento que deixa de existir. Essa coisa é nossa SAÚDE. Poucos lhe dão importância, mas, é a coisa mais importante do Mundo, e é IMPOSSÍVEL de se comprar.
Então o Rei compreendeu tudo, e disse:

- Eu com todo o Poder e Riquezas do Mundo, não fui capaz de conseguir algo tão simples, que era minha Saúde. Eu fui um TOLO! De que adiantou tanto poder e riquezas, se não fui capaz de conquistar algo que me foi dado de Graça?
E o Rei finalmente ficou curado. Então ele disse:

- Agora sei o que é ficar Doente. De hoje em diante, meu povo terá os melhores Hospitais, e médicos, e Escolas. Minhas terras e riquezas serão de todos.

E ele foi contar a boa nova ao seu Povo.
Então ele subiu na torre mais alta do seu Castelo, e olhando de cima pensou:

- Como é bonito a paisagem daqui de cima. Eu já subi muitas vezes aqui, e nunca tinha visto que era assim. E pensar que esta beleza sempre existiu. O olhar de felicidade vê coisas maravilhosas. Ter saúde é de fato uma benção.

( Autor Alberto Filho, encontrei no site http://www.sitededicas.com.br ).



CONTO:
A COR DA PELE

Duas crianças brincavam despreocupadamente na areia da praia, uma de cor negra e outra de cor branca. Brincavam com tanta alegria, como se tivessem a vida inteira para ser felizes juntas. O menino da pele negra brilhava ao sol pela sua cor de ébano, e o menino de pele branca construía o seu castelo, sem que nenhum deles lembrasse da cor da pele.
Ambos eram uma visão contrastante, mas harmônica, porque sorriam e se ajudavam na brincadeira com a areia. Passaram o dia brincando juntas, e no outro dia se encontraram novamente. De repente, era como se fossem dois irmãos, sem a consciência de negritude e de pele branca. Brincavam como filhos da vida, sem notar o mundo dos adultos.
Até que, um dia, um desses adultos distantes, passou pelos dois meninos, parou e sorriu. Olhou para a pele negra e para a pele branca, e não para a infância que estava à sua frente. E a pergunta inevitável:
- Vocês são amigos?
E os dois responderam prontamente:
- Somos!!! Porque?
- Porque negro e branco nunca se entenderam... só por isso.
As duas crianças olharam-se, surpresas, como se estivessem se analisando pela primeira vez. O menino cor de ébano olhou, surpreso, para o seu amiguinho e depois para si mesmo. Depois, indagou curioso:
- Moço, o que é branco e negro?
- É a diferença da cor da pele de vocês dois. O outro é tão branquinho e claro, e você é negro: brilha como a noite. Só isso...
O estranho adulto continuou a caminhar, seguindo o seu caminho na areia quente da praia. Os dois amiguinhos se olharam, surpresos. O menino da pele negra olhou novamente para si mesmo, depois olhou para o garoto de pele branca. Colocou seu braço escuro perto do braço claro do amigo, e pediu:
- Você se importa de eu ser negro assim?
A que o menino branco respondeu, prontamente:
- Se você não se importa que a minha pele seja clara...
Os dois olharam-se e sorriram. E recomeçaram novamente a brincadeira de construir castelos na areia. Novamente, esqueceram-se de si mesmos, da cor da pele que os diferenciava, e eram somente duas crianças vivendo a infância com alegria. Mas, dentro da mente de ambos, começou a latejar o pensamento escondido, de que um era branco e outro negro. No entanto, ambos tinham uma leve sensação de liberdade, porque a cor da pele não importa, quando se quer amar o outro de verdade.


Saleti Hartmann
Cândido Godói-RS